terça-feira, 22 de março de 2011

Inauguração!

Boa noite, senhores!
Para dar partida nesta empreitada, escolhi uma poesia (coisa que não me arrisco mais a fazer) ancestral, feita por um outro Ricardo anos atrás. Ei-la!

NOITES
Lembranças, memórias,
legado de uma vida solitária.
Atiradas ao vento do alto de uma roda gigante,
que gira, e gira, me lembrando das histórias
dos verões e cavaleiros andantes,
dos dragões e armaduras reluzentes.
Que ficam pra trás, em seus dias de glórias,
Maldito tempo que só anda para a frente.

Para trás, auges e tormentos,
primaveras e verões.
Vontade de ficar, de voltar,
mas a roda segue girando rumo ao outono inevitável.
Ficam para trás as esperanças e as frustrações,
irrealizações ambiciosas de desmedidas proporções.
E logo, nada mais restará
além do ladrar eterno dos cães
nas madrugadas insones e solitárias.

por Ricardo Herdy

Um comentário:

  1. Boa sorte na empreitada. Aguaradarei pelos textos, pois poesia não é meu forte.

    []´s Raphael Modena

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